#Garagem 03 – Quem é Deus para você?

13/06/2013

adorar_oracao

Garagem 03

11/06/2013

Participantes:

Fabão, Luana, João Paulo, Elizângela, Tânia, Sâmila, Mônica, Ludmila, Deivinho, Marcos Vinícius, Phernando, Carol, Olímpio, Diego, Esdras, Julimara, Jefinho, Marília, Eduardo.

Tema: Quem é Deus para você?

Texto: Tg. 1.16

Quem é Deus pra você? Em que  posição Deus se encontra dentro das condições do seu cotidiano? Dentre os muitos significados que definem o ser Deus, para cada um de nós, Ele tem um significado peculiar, temos um conceito pessoal de Deus.

Nos deparamos a todo momento com as questões que definem o conhecimento que temos de Deus.  O salmista diz: “Porque eu conheço que o SENHOR é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.”

Para conhecer alguém, precisamos andar perto, caminhar junto, e chegar a medida de ter o prazer da amizade a ponto de querer agradar, e amar cada vez mais. Se esse sentimento nos atinge, somos conhecedores de Deus a ponto de amar, obedecer, viver uma vida de oração e aproximação da presença dEle. Qual o nível do conhecimento que temos de Deus?

Não basta conhecer os mandamentos, não basta saber do que Deus gosta, não basta saber o que fazer se não houver uma atitude, algo provado, colocado em prática. Precisamos viver a prática da palavra de Deus, obedecer  à sua vontade e agradar a Deus.

Jesus  disse aos discípulos Jo 14.21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

Como dizer que ama a Deus, se não o conhecemos? Como dizer que conhece a Deus se não obedece aos seus mandamentos. O nosso desafio é aproximar de Deus, e isso é o grande desejo do Senhor para nós, não simplesmente um relacionamento superficial teórico, porém, algo prático, mais profundo a ponto de poder chamar Ele de amigo, irmão, Pai e outros nomes aos quais temos liberdade de chamá-lo sem nenhum constrangimento.

Um abraço e Deus abençoe

Godcore

#Garagem 02 – Alegria, provação e perseverança

05/06/2013

provação

Garagem 02

04/06/2013

Participantes: Tânia, Phernando, Fábio, Esdras, Mônica, Marcos Vinícius, Sâmila, Julimara, João Paulo.

Texto: (Tg 1.2)

“Meus irmãos, tende grande gozo quando passardes por várias provações”.

Qual é a nossa reação mediante as provações às quais somos submetidos? Normalmente, quando a gente passa por provações, sofremos várias alterações no nosso estado emocional e físico por não saber reagir diante das tribulações. Culpamos a Deus, e não conseguimos enxergar onde foi que erramos, as vezes entramos em depressão, sofremos alterações no organismo, perdemos o norte e o sentido para as coisas, somos acometido de uma tristeza profunda. Mas será que isso é o que Deus espera de nós? Qual o motivo de passarmos por provações?

Ef. 4.14

Deus deseja que sejamos homens e mulheres idôneos, firmes e coesos na palavra, com uma fé forte e constante. Não podemos ser como crianças facilmente levadas por qualquer engano. A prova da nossa fé nos dá maturidade pra saber como proceder em todas as coisas. Não existe nada melhor do que ser seguro em Deus pra que no dia mal, saibamos como agir e glorificar a Deus em todas as coisas.

Jo 16.33 / At. 14.22 / II Tm 3.12

Deus nos deixou um legado, nos deixou a palavra para nos conduzir e o Espírito Santo para nos iluminar o entendimento, e é através da palavra que vamos conseguir  visualizar Jesus dizendo: “Olha, a coisa não vai ser fácil, mas relaxa…eu estou com vocês”. É maravilhoso saber que a provação serve para nos fazer crescer e o melhor, saber que Deus está sempre nos acompanhando.

O pecado é um desvio de percurso, é um erro de rota, e ele faz com que a gente dê muitas voltas, perde tempo, se perde no caminho. Foi o que aconteceu com os Israelitas que saíram do Egito e ficaram um tempo absurdamente maior andando no deserto por desobedecer por várias vezes a palavra do Senhor. E isso gera um grande sofrimento nas nossas vidas, essas escolhas erradas nos faz passar por tribulações que não passaríamos se não tivéssemos pecado lá atrás. Mas isso tudo é cuidado de Deus que sempre nos aceita.

I Pe 5.8

O inimigo nos induz a passar pelas provações porque sabe que é um momento oportuno pra que nós possamos desistir, fraquejar, desanimar e até blasfemar no momento de tribulação, e é aí que o diabo entra como a coisa que ele sabe fazer de melhor, a acusação. O diabo estava de olho em Jó esperando vir dele, algo que pudesse entristecer o coração de Deus em relação ao que o Senhor permitiu que acontecesse a ele, porém ele não pecou em nada, mesmo perdendo tudo.

Tg 1.2-4

A provação tem apenas um objetivo: estarmos perfeitos e completos sem faltar coisa alguma. É para amadurecimento e aperfeiçoamento do nosso caráter, pra que cheguemos a estatura da maturidade cristã desejada por Deus. Enfim, tudo se resume em 3 palavras: Alegria, provação e perseverança, se são para nos tornar pessoas melhores, que elas estejam sempre presente em nossas vidas.

Deus abençoe, um abraço.

Fábio Barbosa

#Garagem 01 – Provados para aprovar

29/05/2013

Vencedor

Hoje começamos nossa Célula #Garagem e estamos bem contentes com o que rolou ali…pudemos num momento simples compartilhar daquilo que aprendemos durante nossa caminhada com pessoas que Deus colocou no nosso caminho de alguma forma e por algum motivo. Cremos na ação do Espírito Santo de Deus para todas as coisas, desde as simples à aquelas que costumamos chamar de complexas e que estejam fora do nosso entendimento. Deus é fiel.

Lemos uma breve passagem bíblica, esta que se encontra no livro de Tiago, Cap. 1.1 e 12. Destacando o versículo 12, podemos entender que somos provados com o objetivo de sermos aprovados. Claro que Deus não coloca ninguém à prova que não possa ter condições plenas de ser aprovado.

O ENEM bateu recorde de inscritos e creio que todos querem essa boa oportunidade de se ingressarem em uma universidade federal, e cremos que no mínimo usariam todo este tempo que possuem até o mês de outubro para estudar, se preparar de forma que estejam seguros no dia da prova. Caso sejam reprovados, terão de fazer novamente no ano que vem.

E as provas às quais o Senhor nos submetem? Estamos preparados? Estamos praticando? Qual a chance de sermos aprovados? É bem provável que tenhamos de repetir a prova pra que possamos entender o que o Senhor quer de nós ao submetermos a ela.

O jovem tem andado muito despreparado, estamos sendo sufocados pelo que o mundo tem nos oferecido, eles querem tirar o nosso foco da palavra de Deus, é ela que nos sustenta e nos dá o fundamento necessário para que possamos suportar no dia mal.

Em Jo 16.33 diz que passaremos por provações, mas que é para termos bom ânimo porque Ele (Jesus) venceu o mundo. E em II Tm 2.1-2 diz “…se sofremos com Ele, com Ele também reinaremos”.

Afinal, se cremos em Deus, se somos servos do Senhor Jesus, nos tornamos defensores da nossa profissão de fé, pra que quando ela for colocada à prova, estejamos sempre prontos a fim de sermos aprovados, como obreiros que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (II Tm 2.15)

Que Deus nos dê sede da tua palavra!

Espiritualidade X Musicalidade

26/08/2010

Eu gostaria de falar um pouco sobre esse tema, que apesar de polêmico, é bem libertador para aqueles que desejam realmente entender como é o senhorio de Deus na vida de um músico. Vivenciando muitas situações, tanto passadas quanto presentes, Deus me levou a escrever sobre esse tema que tanto martela na vida dos músicos cristãos, e é meramente uma opinião formada a partir da minha interpretação em relação a alguns princípios bíblicos. O que é mais importante, a Musicalidade ou a Espiritualidade? Existe mesmo uma guerra na mente dos músicos em relação a isso? A Musicalidade funciona sem Espiritualidade? E a Espiritualidade, funciona sem a Musicalidade na vida de um músico?

Indo aos dicionários, percebe-se que Musicalidade é a capacidade técnica dos músicos de apresentarem-se com suas respectivas características. Funciona como um medidor de qualidade musical. Podemos dizer que é o Termômetro da Música. Espiritualidade funciona quase que da mesma forma. É a qualidade do que é espiritual, do que se inclina para as coisas do espírito. Nesse caso, é o tratamento que a pessoa dá ao relacionamento dele com o próprio Deus. Baseando nesses princípios; em alguns trechos e versículos bíblicos, podemos dizer sobre as duas coisas separadamente, e a relação entre elas.

Em Gênesis 4, aprendemos que sempre devemos dar o melhor de nós para Deus, com as ofertas de Caim e Abel, podemos entender que Deus espera sempre o melhor de nós. Mas muitos esquecem que o melhor de nós, não é o melhor da mídia ou o melhor para os outros, não é o melhor padronizado por algum grupo que julga ser bom ou ruim aquilo que você esteja fazendo. Fazer o melhor é fazer o seu máximo, e cada um tem um máximo diferente do outro. Se você que é músico cristão, toca na sua igreja ou em alguma banda e tiver uma oportunidade de estudar, e não estuda, a isso damos o nome de Mediocridade. Isso não agrada a Deus, vejamos os textos abaixo:

*Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo. Salmos 33.3

*Um dos funcionários respondeu: “Conheço um dos filhos de Jessé, de Belém, que sabe tocar harpa. É um guerreiro valente, sabe falar bem, tem boa aparência e o Senhor está com ele”. I Sm 16.18

*Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR fraudulentamente… Jeremias 48:10a

Estes textos e outros mais, nos ensinam que realmente precisamos ter qualidade naquilo que fazemos, sempre é bom que o músico encontre alguém que saiba mais do que ele, para que isso seja um incentivo e ele busque ser cada vez melhor. Muitas vezes, chega-se a um limite medíocre e a tendência é cair no comodismo. Deus é digno de excelência e não de mediocridade, por isso você precisa “melhorar” o seu melhor na música que faz. Para que, ao glorificar a Deus, as pessoas digam: “Este músico, que toca tão bem, é cristão!” – Olha que maravilha! Isso é um duplo testemunho.

Por outro lado, isso não é o bastante na vida de um músico. Pra quê fazer o melhor para Aquele ao qual nem se tem um relacionamento? Ainda mais se quando pra Ele, o seu coração é o que mais importa! Porque darei a Deus o meu melhor, o meu talento, se Ele não pode ter o meu coração? Em vão toca o músico, se ele não tocar antes o coração de Deus! Infelizmente tenho percebido muitos músicos que levam muito a sério a questão de ser um bom músico, ser um excelente naquilo que faz, isso é maravilhoso, mas, quando se está focado em Deus. Tudo isso é em vão se no final ele retém a glória que supostamente seria de Deus. Buscam ser os melhores, mas para própria vanglória, para serem elogiados e receberem toda congratulação após suas apresentações. Até se disfarçam dizendo: “Glória a Deus!” – mas na verdade, seus frutos apresentam um caráter crítico e soberbo. Quando se coloca a espiritualidade na mesa, não possuem argumento algum, suas orações denotam uma vida sem comunhão alguma com Deus, seus conceitos vão de contra a própria palavra de Deus. Isso me lembra os Hipócritas citados por JESUS em Mateus 6.2. Do que adianta, ser um músico munido apenas de MUSICALIDADE? Ao ministrar em alguma igreja e for convidado a pregar, envergonhará a si próprio, e ao evangelho, ao qual ele diz que prega. A ele interessa apenas em ser o “bom da boca!” Veja o texto que se segue: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido!” I Coríntios 2.14-15

É exatamente isso que acontece a eles, não entendem, não conseguem reconhecer que Deus é que faz na vida de quem ele quiser, onde quiser, da forma como quiser. Não importa o nível da sua Musicalidade, se Ele quer fazer com você, e você o responde dando o seu melhor, é o que Ele precisa pra poder te usar de acordo com a sua capacidade, de acordo com aquilo que você realmente pode fazer. Da mesma forma que ele fez com os talentos distribuídos aos seus servos segundo as suas capacidades. Mateus 25.14

Nesses últimos anos, surgiu uma banda no meio Cristão, chamada “PALAVRANTIGA”, eu particularmente curto muito, não por qualidade musical, mas pelas letras de poesia e verdades bíblicas contidas nas músicas da banda que transmite paz. Mas é um exemplo essencial para o que se segue. A Banda é formada por quatro pessoas, lançaram seu primeiro EP em 2008 com apenas 6 canções, e uma gravação bem simples. Tiveram 4.000 cópias vendidas em um ano. Eu conheci um pouco do vocalista Marcos Almeida, e percebe-se a humildade e a presença de Deus estampada na vida do jovem. Deus não precisa de virtuosismo para levantar uma banda, ou para agir na vida de um músico. Visto  que existem milhares de músicos e bandas cristãs escondidos ou enterrados no mercado musical por que não conseguem se submeter ao Senhorio de Deus. Ele age pela liberdade que lhe é dada! A Bíblia diz: Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Tiago 4.6

O ideal seria que todos fossem virtuosos, excelentes naquilo que fazemos, e tivessem plena comunhão com o Espírito Santo, para poder fazer com qualidade e humildade aquilo que Ele deseja, que é transmitir ao mundo uma mensagem de salvação através dessa ferramenta que é maravilhosa! Mas infelizmente, a maioria de nós, quando nos tornamos excelentes, achamos que somos independentes, que não precisamos mais do milagre de Deus em nossas vidas. Impressionante como a maioria dos músicos bons têm dificuldades de reconhecer Deus como o Senhor da música, é um grande desperdício. Aliás, em todas as áreas têm um pouco disso.

Vejo músicos investindo tempo em seus conhecimentos técnicos, seu profissionalismo, esquecendo do mais importante que é a comunhão com Deus. Agora, se quiserem trabalhar da sua forma, até acho que poderão fazer sucesso, como muitos por aí, por serem esforçados e dedicados às suas técnicas. Mas é pura ilusão, fazer com as próprias mãos aquilo que partiu do coração de Deus! É questão de inteligência, veja bem: Se Deus tem o controle de todas as coisas, não seria melhor fazer por meio d’Ele? Pense nisso, mas saiba que Deus sonda os corações (Salmos 7.9).

Finalizando, quero deixar um recado para os leitores músicos cristãos:

“Músicos, não tropecem na sua soberba, seja sim excelente, mas antes, sirva a Deus, se você quiser ser grande amanhã, comece sendo pequeno hoje. Dê bom testemunho da sua fé, mais importa apresentar ao mundo um Evangelho através de uma simples música do que mostrar seu Show egoísta e soberbo através de suas técnicas que poderão impressionar a alguns, mas não irá comover aquele que é Digno de Todo Louvor e Adoração! E quando forem aplaudidos pensando que se deram bem, não se esqueça que Deus não divide a glória d’Ele com ninguém!”

Grande Abraço

Esdras Souza

Godcore

Música de Adoração?

27/07/2010

Bom, é um assunto muito complexo, porém vou usar apenas um versículo para esclarecer minha opinião: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.22 e 23)

É interessante começar esse artigo dizendo o que é adoração: Em minha opinião, Adoração se inicia em um sentimento que precede a uma atitude que expresse esse sentimento em relação a algo ou alguém. Lembrando que essa atitude não é obrigatoriamente externa, como chamamos de Adoração Gestual, pode ser expressa das mais diversas formas desde algo nada visual ou um suspiro, até a uma forma extravagante como um grito ou um pulo. Enfim, cada um se expressa da forma que sente no coração de fazer em resposta a esse sentimento chamado adoração. Normalmente a adoração toma forma de um sentimento de gratidão, já que na maioria das vezes adoramos algo ou alguém em resposta de um benefício que este nos trouxe, mas pode evoluir pra um estilo de vida, o que na verdade, é o desejo de Deus em relação à adoração a Ele.

Mas se adoração é um sentimento que precede a uma atitude podendo evoluir a uma prática diária, qual é a ligação da música com a adoração, porque dizem “Música de Adoração”? Na verdade é um termo muito utilizado, que gera um debate, porque na verdade, você poderá ouvir essa tal “Música de Adoração” sem de fato adorar, ou seja, ela é uma ferramenta que pode ou não ser utilizada para a adoração. Se você ouve uma música, e está adorando ao Senhor naquele momento, não é na verdade, a música que fez com que aquela ocasião fosse uma adoração, mas sim uma atitude proveniente do sentimento que você tem por Deus. Para o compositor, realmente ele poderá dizer que a música que compôs, foi reflexo de uma atitude externa proveniente do amor que sente por Deus, mas isso, se realmente tiver acontecido.

E por isso, quero atentar para algumas coisas que freqüentemente vejo nas minhas viagens com o Godcore. Às vezes somos convidados para tocar em eventos onde somos direcionados a tocar outras músicas, que costumo chamar de POPULARES, porque as chamo de populares? Simplesmente pelo fato de serem mais conhecidas dentro das igrejas em geral, que pra mim se classificam em duas categorias: “MÚSICAS LENTAS e MÚSICAS RÁPIDAS” e talvez alguma intermediária. Vou explicar isso melhor. Certa vez em uma determinada igreja, a liderança nos orientou dizendo: “Vocês irão tocar seis músicas, toquem quatro músicas do repertório comum de vocês e depois toquem mais duas de adoração”. Eu fiquei analisando essa frase, é um costume que adentrou a igreja, não sei como, mas certo é que não se pode diferenciar dessa forma. Por que, se sou adorador, adoro ouvindo qualquer tipo de música, seja ela, lenta, rápida, seja rock, pagode, clássica e dos mais diversos estilos que estiverem sendo ministrados em cultos ao Senhor Todo Poderoso, e mais, se sou mesmo adorador, não dependo nem de música pra isso, adoração é uma coisa, música é outra. Jesus disse em João 4.22 que o Pai procura adoradores que o adoram em Espírito e em verdade, não com músicas, seja lentas, ou rápidas, dessa ou daquela forma, Ele não nos deixou um padrão de adoração que estivesse relacionado com o exterior do homem. É em espírito e em verdade, ou seja, parte do interior sendo sincero a Deus. Ninguém tem o direito de dizer que você está ou não adorando a Deus, baseando pela forma como está se expressando. Certa vez, ouvir um dirigente de Louvor dizer: “Adore ao Senhor, cante, pule, grite, faça barulho, mas se quiser ficar sentado em silêncio também, faça-o, desde que esteja adorando ao Senhor!” Logicamente, que é esperado que nas músicas mais rápidas, a resposta seja dada ao louvor com danças e pulos, mas não posso te julgar em falar que você não está adorando, não é um padrão obrigatório. O padrão é em espírito e em verdade, simplesmente isso.

A música pode ser usada na adoração, como a adoração pode ser usada na música, elas podem se relacionar, mas são independentes, as duas coisas acontecem livremente de forma separada, sem depender uma da outra, como também, podem caminhar lado a lado. Muitas pessoas associam a adoração à uma música lenta como por exemplo, PODEROSO DEUS, do Pr. Antônio Cirilo. E diferenciam de forma a padronizar um estilo de adoração, que acaba prejudicando a igreja. A adoração está presente no coração daqueles que de fato são adoradores, e o Deus que procura a adoração, nos recebe com a nossa adoração. Enfim, não sacralize, não tornem sagrado aquilo que é simplesmente uma ferramenta, um estilo, uma música, ou uma forma de adorar, o Deus que recebe a adoração, está na verdade procurando os que adoram em espírito e em verdade! O problema é que muitos relacionam a adoração com “sistema de amplificação de som, cultura contemporânea, música em geral.” E se não houver nada disso? A adoração deixa de existir? De forma alguma, nesses momentos surgem os que adoram em espírito e em verdade. Gostaria de encerrar citando um trecho de uma música que gosto, interpretada pelo David Quinlam: “Quando a música esmorece, o resto desaparece. Simplesmente a ti me achego!”

Abraço

Deus abençoe

Esdras Souza

Ouvir Música Secular é pecado ou não?

23/07/2010

Afinal, ouvir música secular é pecado ou não!?

Para responder a essa pergunta, é necessário primeiro entender que existem pelo menos 3 tipos de músicas que tem poder de influência sobre a vida de quem as ouve, dentre elas: a Música Cristã, Música Não-Cristã e a Música Anti-Cristã, vamos falar um pouco sobre elas.

Música Cristã:

Esse tipo de música normalmente é inspirada por Deus, e sempre tem como base fundamental a palavra de Deus, podem ser ou não de conteúdo bíblico explícito, como podem ser traduzidos em mensagens que trazem de uma forma mais simples ou mais aberta o conteúdo bíblico propriamente dito. Mas certo é, que todas têm algo a acrescentar à nossa vida cristã.

Música Não Cristã:

Chamada de Música Secular ou “Mundana” como costumam dizer, é composta de letras de diversas fontes, mas desde que não firam nenhum princípio cristão, elas se encaixam nesse perfil. Não vão de contra à palavra de Deus, não interferem na fé de quem as ouve, de forma que também pode acrescentar à própria vida. Falarei mais sobre isso abaixo.

Música Anti-Cristã:

Também chamada de Música Secular ou “Mundana”, essa sim é muito perigosa. São músicas influenciadas pelo próprio inimigo de nossas almas, de forma a causar opressão, ferir a palavra de Deus, e interferir diretamente na fé de quem as ouve, pode ter ou não conteúdo explícito, podem trazer muitas mensagens subliminares nas próprias letras e induzem ao pecado.

Sempre fica essa dúvida para nós cristãos, afinal, ouvir música secular é pecado ou não? Eu gosto muito de um texto que está em Romanos 14.14 “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda!” Esse texto na realidade está se referindo a comida na passagem de Romanos, mas nos traz o entendimento sobre vários outros assuntos, dentre eles, a própria música.

Se para uma pessoa, ouvir música secular é pecado, conseqüentemente, ao ouvi-la, será pecado.  Porque trará sobre si peso e condenação, pelo fato de sentir que não pode ouvi-la, e ainda precederá o afastamento de Deus, por conseqüência do próprio pecado (Is. 59.2). É importante salientar, portanto, que a palavra de Deus é completa, há resposta para tudo, é infinita e perfeita (II Tm. 3.16).  Para certos tipos de atitudes, você verá claramente o que pode ou não, o que é lícito ou não ao Cristão. Em Êxodo 20, por exemplo, Deus deixou claro ao povo de Israel, através da Lei, os 10 mandamentos. Fica claro pra gente nesse texto que, por exemplo, roubar é pecado, e não restam dúvidas. Já para outras coisas, a bíblia nos deixa vários ensinamentos que nos leva a entender e interpretar de tal forma que podemos afirmar ou não o que seja errado ou não. Exemplo, onde na bíblia, encontro que comer carne talvez seja pecado, ou onde está escrito na bíblia que talvez não se possa assistir TV, enfim, onde na palavra de Deus está escrito que talvez não se possa ouvir música secular?!

Agora, se alguém acha que ouvir determinado tipo de música que seja “Não-Cristã”, por algum motivo que julga ser correto, não podemos julgá-lo. Não tem como usar um texto bíblico pra condenar tal atitude, já que o texto acima nos remete a idéia de que para essa determinada pessoa não é considerado “imundo” ouvir tal música. Nesse mesmo texto de Romanos 14, no versículo 22 diz: “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.”

É uma faca de dois gumes. Como pode uma pessoa dizer que é pecado ouvir música secular, se ao mesmo tempo, nos filmes de cinema, nos comerciais de TV e nas novelas que ela assiste, se encontra a própria música secular, o que é pior, devido a indução que a própria novela nos leva ao pecado. Foi publicado há algum tempo atrás na Revista VEJA, que a Novela da Rede Globo é baseada em cinco princípios base para ser produzida, dentre os quais: “Drogas, Assassinato, Traição, Sensualidade e Doença”. Como se não bastasse, o ser humano registra melhor as coisas visuais por serem mais fáceis de ser lembradas. Os olhos são uma das melhores portas de entrada para o pecado. Não quero justificar de maneira nenhuma, que o ouvir música secular seja puro, santo e agradável a Deus. Pelo contrário, bom seria que todos só ouvissem músicas cristãs.

Agora, um dos textos mais fantásticos que eu considero da bíblia, se falando nesse assunto e para vários outros, é esse: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” 1 Coríntios 6:12. Olha que texto maravilhoso! Ele me diz que “tudo” está ao meu alcance, “tudo” me é permitido, ou seja, tudo está a minha disposição, está sendo oferecido a mim, mas a pergunta é: Será que vale a pena? Será que há necessidade? Isso me fará bem? O que me acrescentará à vida? Essas e outras perguntas devem ser feitas a nós mesmo, ao se deparar com a necessidade ou não de ouvir uma música secular. Além do que, este texto vale para diversas áreas de nossa vida, comece a aplicá-lo na sua vida, e você verá se vale a pena ou não. Se alguém julgar de tal forma que não seja errado ouvir música secular, se o Espírito de Deus não o incomoda, se ele não se sente mal por isso, e se principalmente a música não afeta a sua fé, e não fere os princípios da palavra de Deus, não vejo problema algum, da mesma forma para os filmes de cinema, TV em geral e etc. Existem músicas que nos trazem bons ensinamentos. Gostaria de deixar um exemplo, a música “É PRECISO SABER VIVER” da Banda Titãs, confira a letra. É uma música fabulosa. Quem é que pode dizer que não traz bons ensinamentos? Quem é que pode dizer que foi ou não inspirada por Deus? Quem dirá que Deus não usa uma pessoa que não é Cristã para falar ao Cristão? Se até um animal Deus já usou para falar, e ainda o próprio Jesus já afirmou, que dependendo da situação, até as pedras falariam!

Existe outro texto bíblico que diz: “Examinai tudo, retende o bem” (I Ts 5.21) Examinai significa “Considerar atentamente e nos mais pequenos pormenores”. Ou seja, existem muitas músicas que ao mesmo tempo em que trazem boas coisas, profanam a pureza, daí já é um caso de avaliação, reter o que é bom, e descartar o que não presta é também uma atitude que vale pra tudo em nossas vidas. Funciona como o organismo humano, você se alimenta, o próprio organismo filtra os componentes para nutrir o corpo e descarta o que não faz bem ao corpo humano.

Agora a última coisa eu quero opinar a respeito desse assunto é sobre o escândalo, veja os textos a seguir: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.” (I Co. 10.32), veja também: “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” (Rm 14.13) e ainda: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado” (II Co.6.3). É importante, meus irmãos, que isso seja bem observado! O que diriam de um líder de louvor, com seu automóvel com som alto ouvindo por exemplo a música: “REBOLATION”? Dificilmente seria entendido pelos seus subordinados, ou como diz em I Co. 10.32, pelos que ainda não foram salvos. No decorrente a isso, é relevante entendermos que se ao ouvir música secular, gera escândalo na comunidade local, na igreja onde congrega, se torna pecado, porque levou o irmão ao escândalo.

Mas afinal, ouvir música secular é pecado ou não? Depende de todos esses fatores, certo é que não podemos julgar uns aos outros dizendo: “É Pecado!” ou “Não é pecado!”, a bíblia diz que o Espírito Santo é que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (Jo. 16.7-8). E uma coisa que tem que ser observada também é que estejamos atentos para que não usemos dessa “liberdade” que se nos é oferecida, e usar como desculpa pra nos alimentar de músicas sensuais e estimulantes ao pecado de forma nos afasta da presença do Deus Todo Poderoso. (Gl 5.13)

Abraço, Deus abençoe!

Esdras Souza

O Cristão e a Música EMO

23/07/2010

Muito se tem falado nesse tipo de música nesses últimos anos, principalmente no nosso País, esse tipo de música vem ocupando um espaço com grande velocidade em função do grande número de adeptos no Brasil. Já que, o que alimenta um estilo musical e respectivamente uma banda no estilo propriamente citado, é o público que alcançado pela mídia, seja ela profissional ou amadora de certa forma curte o tipo de música e isso se alastra com grande força e velocidade. Mas talvez a origem do Estilo não tenha tanta importância pra quem quer simplesmente curtir uma música. Porém, achei interessante estar falando sobre a música EMO, que de certa forma vem sofrendo alguns preconceitos por influenciar negativamente em alguns aspectos, e não ter uma base cultural definida, não existe uma cultura sólida por trás do estilo, além do que, é um assunto que interessa à Igreja de Cristo. Mas enfim, como surgiu? Porque exatamente tem ganhado tantos adeptos? E a igreja, como tem recebido esse estilo dentro delas? E qual é a visão da Igreja em relação a esse tipo de Música?

A música EMO nada mais é do que um ramo do HARDCORE Punk que surgiu em meados dos anos 80 na capital do EUA, que foi difundido por bandas como Fire Party, Embrace e outras mais. O termo saiu de uma abreviação do inglês “Emotional Hardcore” a fim de expressar de forma mais emotiva, as letras do Hardcore que outrora eram bem agressivas e as músicas de andamento acelerado, que por fim ganhou-se o nome mais sólido e mais usado atualmente que é o “Emocore”.

O EMOCORE transmite de dentro do HARDCORE, músicas que expressam mais o lado emocional do compositor em relação ao próprio estado do mesmo, com letras mais emotivas, dramáticas, ou até mesmo sentimentais no que diz respeito a relações de namoro, amizade, expressão de traumas, problemas de identidade e diversas outras coisas. E que trazem melodias e harmonias bem menos agressivas e pesadas, e mais lentas do que o Hardcore tradicional. Enfim, elas realmente expressam o estado emocional do compositor, como também pode influenciar o estado emocional de quem curte.

Interessante que na época, as bandas de EMOCORE jamais aceitaram ou se auto-definiram através desse rótulo, mas era o que continha na identidade das mesmas. Devido ao fato de que na cultura alternativa, diz-se que alguém é ou está EMO quando demonstra muita sensibilidade, sendo citado em casos extremos, o homossexualismo, causando conflito entre o PUNKROCK e o EMOCORE. A palavra “Emo” é vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial causado principalmente pelo impacto visual na sociedade. Ainda mais se falando de um país como o BRASIL.

O EMOCORE ainda traz consigo um estereótipo que na verdade surgiu em 2000 que foi induzido principalmente pela banda NXZero formada em 2001, que é fortemente marcado atualmente por um estilo de roupa bem alternativo como trajes pretos, trajes listrados, como os Mad Rats (sapatos parecidos com All-Stars), cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos e até mesmo unhas pintadas, ainda acompanhado por um linguajar diferenciado.

O Maior público do EMOCORE são os adolescentes e jovens em geral, pois essa fase é uma fase de dúvidas, escolhas, inconstâncias e descobertas. E pelo comportamento emotivo tolerante que o EMOCORE proporciona, dá uma sensação de liberdade ao adolescente de também expressar através do próprio estereótipo o seu estado emocional.

Aí vem a pergunta, como encaixar isso dentro da Igreja? Bom, quero usar um versículo que gosto muito pra falar disso. Em 1 Co 6.12 diz: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. Esse texto me deixa entendido de que eu posso ouvir uma música EMO desde que eu não me deixe ser dominado por ela a ponto de ser afetado espiritualmente. Precisamos entender que existe o EMOCORE Secular e o EMOCORE Cristão. A exemplo do Pagode, não podemos de forma nenhuma aderir toda a cultura do PAGODE, se não, teríamos em nossas igrejas, mulheres “semi-nuas” mostrando sensualidade, o que é abominável a Deus. (Leia Gl. 5.19 e Mt.5.8). Da mesma forma a música EMO, o EMOCORE pode até ser utilizado pela igreja, desde que seja nos padrões da palavra de Deus. Não se pode aderir toda a cultura da Música EMO, em função dos nossos limites como servos do Senhor. Vejamos, que não há problema em expressar emoções em músicas, e normalmente é também pra isso que serve a música. O que eu vejo que é prejudicial, é a pessoa viver uma vida apoiada na melancolia, atrás de sentimentos que não foram entregues a Deus, se submetendo a um complexo de inferioridade pela alimentação de um estilo que tem por base a emoção. Pois, a Emoção é o desejo natural de agir mediante ao que se vê, ouve e fala. Ou seja, é algo contrário à fé, que de acordo com o escritor de Hebreus que diz no Capítulo 11: ” Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. Isso está soando algo extremamente conflitante. Pois a bíblia diz que em “Galatas 3.11” que o Justo viverá pela fé. Por isso, é mais sábio a avaliação, se eu realmente estou me deixando dominar pela Cultura. Caso seja, melhor ficar atento, pois o próprio inimigo maqueia coisas exatamente pra não nos deixar ver o que está por trás do que nos influencia. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”; 1 Pedro 5:8.

Uma questão ainda mais polêmica em minha opinião e na maioria das pessoas que já expressaram opiniões a respeito em Relação à Cultura do EMOCORE, é o estereótipo masculino. A realidade é que, mulher e homem se confundem, quando os dois se enquadram cem por cento no perfil de um EMO. Daí, nasce o preconceito e automaticamente um problema para a igreja, pois normalmente o homem, sem perceber é influenciado a ter atitudes femininas, e mesmo que não seja, é visto como homossexual. Eu não vejo problema na música EMO desde que encaixe no padrão Bíblico. Porém, eu respeito e não abomino o estereótipo, o problema é que na sua maioria, os homens se mostram efeminados, daí já afeta um princípio Cristão. (leia I Co. 6.10). E isso, de certa forma gera escândalo na igreja que tem a sua obrigação de não aceitar padrões mundanos dentro de si. (Rm.12.2). Logicamente que Deus falou a Samuel que Ele escolhe pelo coração como está escrito em I Sm.16.7. Já em I Ts 5:22 diz: “Abstende-vos de toda a aparência do mal”. Não estou querendo dizer com isso, que o estereótipo formado pela cultura EMO seja aparência do mal, deve se observar que mal isso causa à igreja. Não podemos achar que o que seja certo pra nós, seja aprovado pela comunidade à qual fazemos parte. Se submetemos à uma liderança, logicamente devemos obedecer, aí cabe a interpretação do líder.

Por outro lado, se a música EMOCORE-GOSPEL tiver melodias e letras que expressem a Deus nossos sentimentos, serão benção como todos os outros estilos, principalmente se for para atrair vidas para o Reino de Deus, o que eu acho que foi bem retratado pelo Apóstolo Paulo em (I Co.9.22b) “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns”. Mas é claro que todos devem tomar ciência da liderança do seu pastor, que caso a interpretação dele seja, que realmente é inaceitável qualquer resquício da Cultura da música EMO dentro da igreja, já é outra situação, que no caso seria desencadeada pela desobediência à própria liderança, o que também é abominável a Deus. (Hb.13.17). Mas não deixe de saber a opinião do seu pastor em relação ao assunto, pois muitas coisas podem ser erradas ou certas, dependendo da interpretação de quem a qual se submete, passando a ter responsabilidade, aquele que ensina. O que escrevi aqui é simplesmente uma opinião sobre o assunto, e também mostrar a origem da música definida pelo estilo EMOCORE, mas o assunto é bem amplo, além de polêmico, mas espero poder ter acrescentado ao leitor. Quero terminar com uma tese que creio: “Todos os estilos de música podem louvar ao Senhor, desde que esteja de fato louvando-o”.

Deus abençoe

Esdras Souza

A Doença do “Estrelismo”

20/03/2010

A doença do “Estrelismo” ataca só os músicos?

“Músicos são vítimas de uma terrível doença que se alastra cada vez mais dentro de nossas igrejas, o “Estrelismo”. O pior é que elas são contagiosas, e cega os contraentes. Mas o que quase ninguém sabe devido os sintomas serem menos evidentes, é que a doença não ataca só os músicos”!

A idéia do tema em questão é entender as atitudes dos Ministros de Louvor e Pregadores em relação ao culto ao Senhor. A Bíblia sempre citou Levitas, Cantores, Instrumentistas como pessoas e/ou formas de adorar a Deus em um culto. Hoje entendemos que o Louvor é parte de um culto, é um período dentro da programação de um culto a Deus, e como tal, tem a sua devida importância, assim como a Pregação, Ofertas e Dízimos, Danças, e em alguns casos, até mesmo o Teatro e etc. Isso varia de Denominação a Denominação.

Mas eu quero chegar a um ponto onde muitas pessoas observam, e é evidente em muitas de nossas igrejas, e isso acaba sendo preocupante, mas ao mesmo tempo, a liderança tem se posicionado de forma passiva, digamos, fazendo “vista grossa” em relação às nossas atitudes como músicos na casa do Senhor.

É inaceitável a idéia de que músicos estejam na casa de Deus, sendo simplesmente músicos que não têm outro compromisso a não ser tocar ou cantar de fato. Temos vistos músicos que exercem o período de Louvor na sua função, e depois vai embora pra casa ou para outros compromissos, não participam da palavra ou de qualquer outro período do culto. Isso sem contar que, como no momento do ofertório, os músicos estão tocando/cantando, não podem largar seus instrumentos para ofertar a Deus, e depois desse período, alguns vão embora sem ofertar, e outros participam do culto normalmente. Amados isso é algo que quase ninguém observa, mas Deus nos contempla dos céus. Em Jr. 16.17 diz: “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; não se escondem da minha face, nem a sua maldade se encobre aos meus olhos”.

Mas algo ainda menos perceptível aos olhos da igreja é o outro lado da história. Se por um lado, nós como músicos, envergonhamos o nome de Cristo com nossas atitudes, o que se dirá de nós, Pastores e Pregadores da palavra de Deus, que chegam na igreja após o período de Louvor? É interessante porque, músicos são cobrados, e de fato, tem que ser mesmo, mas quem cobrará a classe de Pastores e Pregadores dentro de nossas igrejas? Não querendo generalizar, claro que existem muitos que tem verdadeiramente o anseio de adorar a Deus no período de Louvor, até mesmo porque sabem a importância e realmente sentem prazer nisso! Mas então, a doença do “Estrelismo” ataca só os músicos? Infelizmente não.

Fica difícil entender o fato dos “Pregadores da noite” chegarem exatamente no momento da “palavra”. E pior, a impressão que dá, é que enquanto o Ministério de Louvor está lá “suando a camisa” pra levar a igreja até o Trono de Deus, eles estão em algum lugar no “Camarim da Pregação” se aquecendo para ser a “próxima” atração da noite! É como se o Ministério de Louvor abrisse o “Show do Pastor”!

Se o pregador vem de fora, somos passivos, devido à possibilidade de imprevistos na estrada ou qualquer outro motivo, mas porque não saem de casa mais cedo? Se o pregador é membro ou pastor da igreja local, qual a dificuldade que se tem em chegar no culto mais cedo? Pontualidade tem que ser encarada como um valor individual de todo Cristão! Aliás, a atitude de se precaver em relação a horário é virtude dos sábios, uma vez que existe no nosso dicionário a palavra “imprevisto”. Ainda mais se tratando de líderes.

Em uma pregação do Pastor Sóstenes Mendes, ele retrata essa idéia como “O Clero e o Leigo”, é como se o “Pregador da Noite” dissesse: “Não! Deixe-os lá ministrando, é uma rapaziada bacana, uma moçada gente fina, os deixe amaciando a igreja e depois a gente (o Clero) entra em cena!”

Isso acontece? Infelizmente sim. Não em todas as igrejas, não com todos os músicos e pastores respectivamente. Claro que respeitamos e honramos os nossos pregadores e pastores, pois como diz em Hb 13.17, pastores hão de dar conta das nossas vidas, e temos profundo carinho por nossos pastores, pelo amor com o qual zelam por nossas vidas, sejamos servos obedientes para que o faça com alegria. Mas são coisas que infelizmente estão presente no cotidiano da igreja e que músicos convivem com isso da mesma forma que Pregadores convivem com a falta de comprometimento dos músicos.

Entendemos a importância de cada ministério dentro da igreja. A bíblia nos conta a respeito de Davi como Ministro de Louvor em I Sm. 16.23, que era usado pelo Espírito de Deus pra libertar o Rei Saul dos espíritos malignos, e também nos fala da importância da Pregação, foi por ela que em At 2.41 quase 3 mil almas se converteram pela palavra do Apóstolo Pedro, assim como eu e você. Mas o que toda a igreja precisa entender é que além de entristecer o coração de Deus, pode virar motivo de escândalo, as pessoas observam. Em II Co. 6.3 diz: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.” Algumas pessoas nem sabem que isso acontece dentro das igrejas, mas independente disso, aprendamos a servir a Deus com toda nossa força, com todo nosso coração, façamos com amor. (Js 22.5)

E principalmente nós, como líderes de frente de Ministério temos que ter a consciência, não podemos ser pedra de tropeço uns para os outros, e nem dar motivo para escândalos, I Co 10.32 diz: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus...” Precisamos nos apresentar a Deus como líderes aprovados (II Tm. 2.15), como ministros de Deus, mensageiros da sua Palavra, seja em Pregação, Louvor ou qualquer outro ministério segundo o nosso chamado, sejamos prudentes e façamos a Obra do Senhor com toda diligência e dedicação (Jeremias 48.10). É o mínimo que podemos fazer em virtude do que Ele, o Cristo tem nos dado imerecidamente.

Deus abençoe!
Abraço

Godcore Sk8 Music
(Esdras Souza)