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Música de Adoração?

27/07/2010

Bom, é um assunto muito complexo, porém vou usar apenas um versículo para esclarecer minha opinião: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.22 e 23)

É interessante começar esse artigo dizendo o que é adoração: Em minha opinião, Adoração se inicia em um sentimento que precede a uma atitude que expresse esse sentimento em relação a algo ou alguém. Lembrando que essa atitude não é obrigatoriamente externa, como chamamos de Adoração Gestual, pode ser expressa das mais diversas formas desde algo nada visual ou um suspiro, até a uma forma extravagante como um grito ou um pulo. Enfim, cada um se expressa da forma que sente no coração de fazer em resposta a esse sentimento chamado adoração. Normalmente a adoração toma forma de um sentimento de gratidão, já que na maioria das vezes adoramos algo ou alguém em resposta de um benefício que este nos trouxe, mas pode evoluir pra um estilo de vida, o que na verdade, é o desejo de Deus em relação à adoração a Ele.

Mas se adoração é um sentimento que precede a uma atitude podendo evoluir a uma prática diária, qual é a ligação da música com a adoração, porque dizem “Música de Adoração”? Na verdade é um termo muito utilizado, que gera um debate, porque na verdade, você poderá ouvir essa tal “Música de Adoração” sem de fato adorar, ou seja, ela é uma ferramenta que pode ou não ser utilizada para a adoração. Se você ouve uma música, e está adorando ao Senhor naquele momento, não é na verdade, a música que fez com que aquela ocasião fosse uma adoração, mas sim uma atitude proveniente do sentimento que você tem por Deus. Para o compositor, realmente ele poderá dizer que a música que compôs, foi reflexo de uma atitude externa proveniente do amor que sente por Deus, mas isso, se realmente tiver acontecido.

E por isso, quero atentar para algumas coisas que freqüentemente vejo nas minhas viagens com o Godcore. Às vezes somos convidados para tocar em eventos onde somos direcionados a tocar outras músicas, que costumo chamar de POPULARES, porque as chamo de populares? Simplesmente pelo fato de serem mais conhecidas dentro das igrejas em geral, que pra mim se classificam em duas categorias: “MÚSICAS LENTAS e MÚSICAS RÁPIDAS” e talvez alguma intermediária. Vou explicar isso melhor. Certa vez em uma determinada igreja, a liderança nos orientou dizendo: “Vocês irão tocar seis músicas, toquem quatro músicas do repertório comum de vocês e depois toquem mais duas de adoração”. Eu fiquei analisando essa frase, é um costume que adentrou a igreja, não sei como, mas certo é que não se pode diferenciar dessa forma. Por que, se sou adorador, adoro ouvindo qualquer tipo de música, seja ela, lenta, rápida, seja rock, pagode, clássica e dos mais diversos estilos que estiverem sendo ministrados em cultos ao Senhor Todo Poderoso, e mais, se sou mesmo adorador, não dependo nem de música pra isso, adoração é uma coisa, música é outra. Jesus disse em João 4.22 que o Pai procura adoradores que o adoram em Espírito e em verdade, não com músicas, seja lentas, ou rápidas, dessa ou daquela forma, Ele não nos deixou um padrão de adoração que estivesse relacionado com o exterior do homem. É em espírito e em verdade, ou seja, parte do interior sendo sincero a Deus. Ninguém tem o direito de dizer que você está ou não adorando a Deus, baseando pela forma como está se expressando. Certa vez, ouvir um dirigente de Louvor dizer: “Adore ao Senhor, cante, pule, grite, faça barulho, mas se quiser ficar sentado em silêncio também, faça-o, desde que esteja adorando ao Senhor!” Logicamente, que é esperado que nas músicas mais rápidas, a resposta seja dada ao louvor com danças e pulos, mas não posso te julgar em falar que você não está adorando, não é um padrão obrigatório. O padrão é em espírito e em verdade, simplesmente isso.

A música pode ser usada na adoração, como a adoração pode ser usada na música, elas podem se relacionar, mas são independentes, as duas coisas acontecem livremente de forma separada, sem depender uma da outra, como também, podem caminhar lado a lado. Muitas pessoas associam a adoração à uma música lenta como por exemplo, PODEROSO DEUS, do Pr. Antônio Cirilo. E diferenciam de forma a padronizar um estilo de adoração, que acaba prejudicando a igreja. A adoração está presente no coração daqueles que de fato são adoradores, e o Deus que procura a adoração, nos recebe com a nossa adoração. Enfim, não sacralize, não tornem sagrado aquilo que é simplesmente uma ferramenta, um estilo, uma música, ou uma forma de adorar, o Deus que recebe a adoração, está na verdade procurando os que adoram em espírito e em verdade! O problema é que muitos relacionam a adoração com “sistema de amplificação de som, cultura contemporânea, música em geral.” E se não houver nada disso? A adoração deixa de existir? De forma alguma, nesses momentos surgem os que adoram em espírito e em verdade. Gostaria de encerrar citando um trecho de uma música que gosto, interpretada pelo David Quinlam: “Quando a música esmorece, o resto desaparece. Simplesmente a ti me achego!”

Abraço

Deus abençoe

Esdras Souza

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A Doença do “Estrelismo”

20/03/2010

A doença do “Estrelismo” ataca só os músicos?

“Músicos são vítimas de uma terrível doença que se alastra cada vez mais dentro de nossas igrejas, o “Estrelismo”. O pior é que elas são contagiosas, e cega os contraentes. Mas o que quase ninguém sabe devido os sintomas serem menos evidentes, é que a doença não ataca só os músicos”!

A idéia do tema em questão é entender as atitudes dos Ministros de Louvor e Pregadores em relação ao culto ao Senhor. A Bíblia sempre citou Levitas, Cantores, Instrumentistas como pessoas e/ou formas de adorar a Deus em um culto. Hoje entendemos que o Louvor é parte de um culto, é um período dentro da programação de um culto a Deus, e como tal, tem a sua devida importância, assim como a Pregação, Ofertas e Dízimos, Danças, e em alguns casos, até mesmo o Teatro e etc. Isso varia de Denominação a Denominação.

Mas eu quero chegar a um ponto onde muitas pessoas observam, e é evidente em muitas de nossas igrejas, e isso acaba sendo preocupante, mas ao mesmo tempo, a liderança tem se posicionado de forma passiva, digamos, fazendo “vista grossa” em relação às nossas atitudes como músicos na casa do Senhor.

É inaceitável a idéia de que músicos estejam na casa de Deus, sendo simplesmente músicos que não têm outro compromisso a não ser tocar ou cantar de fato. Temos vistos músicos que exercem o período de Louvor na sua função, e depois vai embora pra casa ou para outros compromissos, não participam da palavra ou de qualquer outro período do culto. Isso sem contar que, como no momento do ofertório, os músicos estão tocando/cantando, não podem largar seus instrumentos para ofertar a Deus, e depois desse período, alguns vão embora sem ofertar, e outros participam do culto normalmente. Amados isso é algo que quase ninguém observa, mas Deus nos contempla dos céus. Em Jr. 16.17 diz: “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; não se escondem da minha face, nem a sua maldade se encobre aos meus olhos”.

Mas algo ainda menos perceptível aos olhos da igreja é o outro lado da história. Se por um lado, nós como músicos, envergonhamos o nome de Cristo com nossas atitudes, o que se dirá de nós, Pastores e Pregadores da palavra de Deus, que chegam na igreja após o período de Louvor? É interessante porque, músicos são cobrados, e de fato, tem que ser mesmo, mas quem cobrará a classe de Pastores e Pregadores dentro de nossas igrejas? Não querendo generalizar, claro que existem muitos que tem verdadeiramente o anseio de adorar a Deus no período de Louvor, até mesmo porque sabem a importância e realmente sentem prazer nisso! Mas então, a doença do “Estrelismo” ataca só os músicos? Infelizmente não.

Fica difícil entender o fato dos “Pregadores da noite” chegarem exatamente no momento da “palavra”. E pior, a impressão que dá, é que enquanto o Ministério de Louvor está lá “suando a camisa” pra levar a igreja até o Trono de Deus, eles estão em algum lugar no “Camarim da Pregação” se aquecendo para ser a “próxima” atração da noite! É como se o Ministério de Louvor abrisse o “Show do Pastor”!

Se o pregador vem de fora, somos passivos, devido à possibilidade de imprevistos na estrada ou qualquer outro motivo, mas porque não saem de casa mais cedo? Se o pregador é membro ou pastor da igreja local, qual a dificuldade que se tem em chegar no culto mais cedo? Pontualidade tem que ser encarada como um valor individual de todo Cristão! Aliás, a atitude de se precaver em relação a horário é virtude dos sábios, uma vez que existe no nosso dicionário a palavra “imprevisto”. Ainda mais se tratando de líderes.

Em uma pregação do Pastor Sóstenes Mendes, ele retrata essa idéia como “O Clero e o Leigo”, é como se o “Pregador da Noite” dissesse: “Não! Deixe-os lá ministrando, é uma rapaziada bacana, uma moçada gente fina, os deixe amaciando a igreja e depois a gente (o Clero) entra em cena!”

Isso acontece? Infelizmente sim. Não em todas as igrejas, não com todos os músicos e pastores respectivamente. Claro que respeitamos e honramos os nossos pregadores e pastores, pois como diz em Hb 13.17, pastores hão de dar conta das nossas vidas, e temos profundo carinho por nossos pastores, pelo amor com o qual zelam por nossas vidas, sejamos servos obedientes para que o faça com alegria. Mas são coisas que infelizmente estão presente no cotidiano da igreja e que músicos convivem com isso da mesma forma que Pregadores convivem com a falta de comprometimento dos músicos.

Entendemos a importância de cada ministério dentro da igreja. A bíblia nos conta a respeito de Davi como Ministro de Louvor em I Sm. 16.23, que era usado pelo Espírito de Deus pra libertar o Rei Saul dos espíritos malignos, e também nos fala da importância da Pregação, foi por ela que em At 2.41 quase 3 mil almas se converteram pela palavra do Apóstolo Pedro, assim como eu e você. Mas o que toda a igreja precisa entender é que além de entristecer o coração de Deus, pode virar motivo de escândalo, as pessoas observam. Em II Co. 6.3 diz: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.” Algumas pessoas nem sabem que isso acontece dentro das igrejas, mas independente disso, aprendamos a servir a Deus com toda nossa força, com todo nosso coração, façamos com amor. (Js 22.5)

E principalmente nós, como líderes de frente de Ministério temos que ter a consciência, não podemos ser pedra de tropeço uns para os outros, e nem dar motivo para escândalos, I Co 10.32 diz: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus...” Precisamos nos apresentar a Deus como líderes aprovados (II Tm. 2.15), como ministros de Deus, mensageiros da sua Palavra, seja em Pregação, Louvor ou qualquer outro ministério segundo o nosso chamado, sejamos prudentes e façamos a Obra do Senhor com toda diligência e dedicação (Jeremias 48.10). É o mínimo que podemos fazer em virtude do que Ele, o Cristo tem nos dado imerecidamente.

Deus abençoe!
Abraço

Godcore Sk8 Music
(Esdras Souza)